PRODUTORES ADOTAM USO DE COMPOSTO ORGÂNICO PARA ECONOMIZAR ÁGUA


Produtores do Vale do São Francisco adotam alternativas para economizar água. As chuvas registradas na última semana na região do Vale do São Francisco não foram suficiente para elevar o nível dos reservatórios do Rio São Francisco. A barragem de Sobradinho, na Bahia, que abastece o Vale está funcionando com apenas 18% da sua capacidade, o que pode trazer transtornos a fruticultura irrigada.

O produtor de uva, Francisco Nunes, faz o uso de composto orgânico nas plantações para reduzir o consumo de água. Em um ano, ele já conseguiu reduzir em 10% a água utilizada na plantação.“A gente optou pelo bagaço de coco, porque é um material que a gente tem disponível no mercado e tem um custo satisfatório”. A irrigação na propriedade de Francisco é feita através do sistema de gotejamento que antes demorava até duas horas para molhar o parreiral. Depois da aplicação do composto, caiu para 30 minutos, já que o bagaço retém água por mais tempo.

Além da economia de água, o produtor comemora o melhor rendimento do solo. “Conseguimos ter uma umidade do solo por mais tempo. Nossa fruta estava sentindo muito, quando chegava pela manhã, quando dava a segunda-feira pela manhã a fruta estava murcha. Depois desse material a gente sentiu a planta mais vigorosa, o fruto mais resistente. Uso um ganho no crescimento da vaga”. Na fazenda do produtor Vanildo Roque, a alternativa usada é o bagaço da cana. Segundo o produtor, o material ajuda a manter a umidade do solo e com isso a economia de água chega aos 30%. “Vai ter uma economia de água. A planta trabalha melhor, porque tem uma temperatura de solo mais frio. A planta passa mais tempo em fotossíntese”, destaca.

A gerência do Distrito de Irrigação Senador Nilo Coelho elaborou um plano de contingência que pode ser usado caso o volume da barragem de Sobradinho continue baixando o nível. “Um plano B que visa o não atendimento de algumas áreas de maneiras sistêmicas para atender todos os produtores em horário reduzido. Pode ser de 8h ou horário de 10h”, explica o gerente Paulo Sales. Ainda de acordo com o gerente, com a implantação do possível plano de contingência a conta de energia poderia chegar a um milhão e trezentos mil reais. E para que isso não aconteça uma carta foi enviada ao Ministério de Minas e Energia solicitando a dispensa de algumas taxas. “Estamos embuídos junto com o Conselho de Administração, de encontrar dentro das situações mais difíceis, a menos complicada para o usuário”.

Do G1 Petrolina/Blog Santana Noticias 
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