O debate faz parte da programação de sábado (31) da Fenagri.
Serão discutidas possibilidades do agronegócio e inovações agrícolas.
Aviabilidade de cultivar algodão no semiárido será tema de uma mesa-redonda que acontece no sábado (31), como parte da programação da 25ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri). Os debates acontecem das 8h às 18h no Centro de Convenções, no centro da cidade. Participam do evento instituições de pesquisa, cooperativas e produtores agrícolas.
Entre os temas discutidos está a possibilidade o cultivo do “algodão topázio”, variação colorida da planta, desenvolvida a partir do cruzamento de plantas com pigmentações diferentes. Essa variação já vem sendo testada na cidade.
A engenheira agrônoma, Ana Rita dos Santos, é professora do Instituto Federal do Sertão Pernambucano e mantém um projeto de pesquisa no campus Petrolina Zona Rural da instituição. No local o algodão topázio é cultivado em uma área de 0,2 hectares, no sistema de consórcio, ou seja, uma fileira de outra planta é posta ao lado da cultura principal para atrair as possíveis pragas.
Segundo a professora, no instituto, a produção foi bem-sucedida. “Em quatro meses já tivemos a primeira colheita. Foi mais rápido do que esperávamos”, explicou. No próximo mês, o método vai ser testado em uma área maior. “No futuro, pretendemos realizar testes com as variações 'branca' e 'rubi”, acrescentou.
Ana Rita vai coordenar a mesa-redonda, e adianta que o plantio de algodão é viável no Vale do São Francisco. “Esta região tem várias potencialidades, não é só o campo frutífero que pode ser explorado. A qualidade da fibra de algodão gerada no vale é uma das melhores do mundo”, declarou. Japão, Austrália e alguns países europeus têm muito interesse no algodão colorido.
Algodão plantado na área do IF Sertão Petrolina (Foto: Ariane Costa Cardoso/ Arquivo pessoal)
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